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Espero por ti...sempre!

Espero por ti...sempre!

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À porta da minha vida…

apareceste… e essa porta

franqueei completamente,

como quem, para poder dar…

nada pede….

Nas minhas mãos… e em mim…

senti te aconchegaste…

toda… terna…

eterna… do avesso…

Preencheste espaços

no meu minúsculo universo…

coloriste-os… criaste,

como se escrevesses,

momentos únicos…

Senti-me vivo… completo…

como quem vive

a utopia de poemas…

Nos teus lábios sempre li

como que preces de paz…

palavras de animo, soltas…

Ofereces confiança e,

no tempo que não tens…

inventas tempo para

amiga seres de alguém…

Em ti conténs lindas palavras,

por ti entregues, como água

que corre límpida da nascente…

Quando sentes o chão fugir

não sabes mais

sorrir com felicidade,

nem palavras de esperança dizer

como se fossem salmos…

És como oásis salvador…

para todos tens amor…

Nos lábios… sempre

um doce sorriso,

Mas vives sem amor…

Tens uma lágrima escondida

que desta vida

vais levando… como despojo…

Vencida… ou vitoriosa…

mas nunca

vendida ou comprada…

Fizeste de mim

como que menino assustado…

criança ferida…

numa despedida adolescente…

como vingança doce…

e num momento planeado…

selaste a despedida

como folha de outono

solta ao vento…

Nos teus passos…

afastando-te fria…

olhaste para mim

ao infligir dor profunda

para da minha forte fraqueza

teres a certeza…

Deixaste de ouvir

o meu coração descompassado

confundindo-te na multidão…

e então pudeste…

liberta… rir…

Não mais lerei poemas

que falem dos teus abraços…

beijos… sombras ou alegrias…

Ao banco do jardim

não voltamos…

Não caminharei ao teu lado,

não caminharemos lado a lado…

Não desaguarei mais em ti

como rio que procura o mar…

Fui adolescente…

por momentos…

nada deverei lamentar…

e até inocente…

na despedida…

no beijo doce em ti deixado

e no licor amargo do teu beijo,

deixado em mim…

Quando quiseste…

encerraste a história…

não porque eu quis, mas…

mesmo só assim…

poderias ser feliz…

E que sempre

esta certeza tenhas…

espero por ti… sempre!...

 

 

café

“ Me Gustas Cuando Callas “

       ♫ Pablo Neruda ~

     (Voz Alejandro Sanz) V&D